Caso de PolíciaGoiásSaúde

Apuração do Metrópoles aponta repasse de R$ 209 milhões de Goiás a empresas ligadas ao crime organizado.

O Caso: Entre 2020 e 2025, o Governo de Goiás destinou R$ 209 milhões a empresas suspeitas de lavar dinheiro para o PCC, controladas por Thiago Telles Batista de Souza.

Como aconteceu: O repasse não foi direto. O Estado enviou verbas ao Imed (Organização Social que administra oito hospitais públicos), que, por sua vez, terceirizou serviços médicos para as empresas investigadas.

A Investigação: A Polícia Civil de São Paulo (Operação Falso Mercúrio) descobriu que o esquema usava movimentações em dinheiro vivo para burlar o controle do Banco Central e do Coaf.

Falta de Fiscalização: Os contratos foram firmados sem o aval da Secretaria de Saúde de Goiás, evidenciando uma grave brecha no controle de bilhões em verbas públicas geridas por organizações sociais.

O que dizem os envolvidos:

  • O Governo de Goiás e o ex-governador Ronaldo Caiado afirmam que a responsabilidade de contratar fornecedores é exclusiva do Imed.
  • O Imed nega irregularidades e afirma que a relação com os fornecedores foi estritamente profissional.
  • A Polícia alerta para o grave risco de dinheiro público financiar o crime organizado.

Fonte: Metrópoles

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