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Ellen Lorraine Trindade Mateus é solta por erro de identificação em golpe de R$ 7 milhões

Jovem formada em direito é presa suspeita de aplicar golpes, mas família diz que ela foi presa por engano — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Jovem formada em direito é presa suspeita de aplicar golpes, mas família diz que ela foi presa por engano — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A bacharel em Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, obteve liberdade na sexta-feira, 24 de julho de 2026, por decisão judicial após permanecer presa desde 2 de julho. Ela era investigada pela Polícia Civil do Amapá por suposta participação em um esquema de golpes que teria movimentado R$ 7 milhões por meio de sites falsos de pagamento de contas de energia, no âmbito da Operação Boleto Fantasma iniciada em 2025. A soltura ocorreu enquanto a investigada estava detida na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia, para onde foi transferida após prisão em Trindade, na região metropolitana de Goiânia.

Fundamento da decisão judicial

A juíza Cristiane Moreira Lopes Rodrigues acolheu pedido apresentado pelo advogado Jean Tavares, da defesa, com base em certidão de autenticidade que indicaria erro de identificação. Segundo a argumentação aceita, haveria confusão entre a investigada e outra pessoa com nome semelhante. A medida determinou a imediata liberação de Ellen Lorraine Trindade Mateus, que cumpria prisão preventiva desde o início de julho.

Contestação da polícia civil

A Polícia Civil do Amapá manifestou discordância com a alegação de troca de identidade, sustentando que a prisão foi realizada com base em identificação correta. Os investigadores mantêm que os elementos coletados durante as diligências apontam para a participação da investigada no grupo responsável pelos golpes. O pai, João Vilmar, e a mãe, Iris Alves, acompanharam os desdobramentos do caso.

Desdobramentos da operação

A Operação Boleto Fantasma investiga um esquema que utilizava páginas fraudulentas para capturar dados de consumidores que buscavam quitar contas de energia. Os valores arrecadados ilegalmente chegariam a R$ 7 milhões. A soltura de Ellen Lorraine Trindade Mateus representa o mais recente movimento processual em uma investigação que continua em andamento.

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