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Caixa Econômica Federal tem agências paralisadas por greve em Goiás

Agências da Caixa em Goiás estão fechadas por tempo indeterminado após greve iniciada nesta terça-feira (8). — Foto: Divulgação/Sindicato dos Bancários de Goiás
Agências da Caixa em Goiás estão fechadas por tempo indeterminado após greve iniciada nesta terça-feira (8). — Foto: Divulgação/Sindicato dos Bancários de Goiás

Trabalhadores da Caixa Econômica Federal iniciaram greve por tempo indeterminado em agências de Goiânia e do interior de Goiás a partir de 8 de setembro de 2026. A paralisação do atendimento ao público ocorreu após a rejeição da proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028 em assembleia virtual realizada entre 3 e 4 de setembro, quando 96,50% dos participantes votaram contra o texto apresentado.

Rejeição da proposta em assembleia

A decisão de paralisar as atividades foi tomada após análise detalhada da contraproposta do banco. Os empregados, representados pelo Sindicato dos Bancários de Goiás, consideraram o documento insuficiente para atender às demandas da categoria. A adesão ao movimento tem aumentado progressivamente nas unidades afetadas, conforme informações divulgadas pelas entidades sindicais.

Principais reivindicações dos trabalhadores

Entre os pontos contestados está a transferência de custos do plano de saúde Saúde Caixa para empregados, aposentados e pensionistas. Os funcionários também pedem reposição salarial, redução da sobrecarga de trabalho, regras claras para o teletrabalho e a preservação de direitos já conquistados. Claudia Bahia, vice-presidente da Agecef-GO, participa da coordenação do movimento ao lado de Sergio Costa, presidente do sindicato.

A greve afeta o funcionamento normal das agências e deve continuar até que haja avanço nas negociações. O sindicato informa que mantém canais abertos para diálogo com a direção da Caixa enquanto a mobilização prossegue.

A proposta que nos foi apresentada foi considerada insuficiente pelas entidades representativas porque, na avaliação dos trabalhadores, transfere parte significativa dos custos do plano de saúde para empregados, aposentados e pensionistas, enquanto a categoria reivindica maior participação financeira da Caixa

Sergio Costa

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