Uma pesquisa divulgada na terça-feira, 26 de maio de 2026, revela que quatro em cada dez alunas do ensino fundamental e médio no Brasil faltam às aulas pelo menos uma vez por mês por causa de sintomas menstruais. O estudo, realizado com 2,5 mil estudantes e 303 docentes das redes pública e privada em todas as regiões do país, mostra que a cólica atinge 57,7% das meninas, seguida de cansaço em 30% e dor de cabeça em 28% dos casos. Os dados foram coletados pelo Instituto Alana e pelo Instituto Equidade.Info, sob coordenação de Guilherme Lichand e Sofia Reinach.
Impacto direto na frequência e na aprendizagem
Os sintomas menstruais também afetam 12% das professoras, que relatam ausências pelo mesmo motivo. As faltas geram defasagem de aprendizagem e punições escolares, ampliando desigualdades entre meninas e meninos. A análise indica que a intensidade da dor está diretamente ligada ao absenteísmo, comprometendo o direito universal à educação quando não há medidas de apoio adequadas.
Posicionamento dos pesquisadores sobre políticas públicas
Guilherme Lichand destacou a necessidade de tratar o tema como questão de saúde pública.
Sofia Reinach reforçou que as escolas precisam compensar o conteúdo perdido e evitar punições.As meninas tendem a faltar mais na escola do que os meninos e há uma relação entre a intensidade da dor e o absenteísmo. Se essas questões não estão endereçadas, o direito universal da educação não está sendo atendido para essas meninas.
Guilherme Lichand
Ela ainda defendeu a inclusão de meninos e meninas no debate desde o início do ensino fundamental.As faltas escolares geram defasagem de aprendizagem e também punições pelos dias perdidos. A política escolar precisa dar conta desses dois problemas: compensar o conteúdo e ter políticas que não deixem que meninas sejam punidas pela dor que elas sofrem.
Sofia Reinach
Meninas e meninos devem ser incluídos e falar sobre o tema desde o início do Ensino Fundamental.
Sofia Reinach
