A paralisação dos servidores administrativos da Secretaria Municipal da Educação de Goiânia atinge o 13º dia consecutivo nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026. Apenas seis unidades permanecem totalmente paralisadas, enquanto a Prefeitura de Goiânia ajuíza ação no Tribunal de Justiça de Goiás para declarar a greve ilegal por descumprimento de decisão judicial que exige mínimo de 70% dos servidores em atividade.
Situação das unidades educacionais
A Secretaria Municipal da Educação monitora as atividades nas escolas e nos Centros Municipais de Educação Infantil para garantir o atendimento mínimo exigido. A maioria das unidades opera com equipes reduzidas, mas sem interrupção total dos serviços. O Sintego, representado pela presidente Ludmylla Morais, mantém a mobilização após a rejeição das propostas de reajuste salarial e reestruturação de carreira apresentadas pela Prefeitura.
Ação judicial em tramitação
O município retirou as ofertas anteriores e recorreu ao TJ-GO para obter declaração de ilegalidade da greve. A decisão judicial anterior determina que pelo menos 70% dos servidores administrativos permaneçam em atividade para assegurar o funcionamento das unidades. A paralisação teve início após o fim das negociações dentro dos limites orçamentários e legais do município.
Reivindicações dos servidores
Os servidores administrativos demandam aumento dos salários iniciais, reestruturação dos níveis da carreira e ganho real de até 12,5% ainda em 2026. A Prefeitura considera que as propostas anteriores já atendiam aos parâmetros financeiros disponíveis e encerrou as tratativas sem acordo. O caso permanece sob análise do Tribunal de Justiça de Goiás.
