Uma manifestação organizada pelo Grupo Goiânia Verde e uma ação judicial protocolada pela vereadora Kátia, do PT, buscam impedir o corte de gameleiras centenárias na Praça Mestre Maria Henriqueta Peclat, conhecida como Praça da Cirrose, no Setor Oeste de Goiânia. Os protestos ocorreram na manhã de domingo, 30 de agosto de 2026, após laudos divergentes da Amma sobre a estabilidade das árvores e representações entregues ao Ministério Público de Goiás em 27 de agosto. Os ativistas e a parlamentar defendem uma perícia independente antes de qualquer intervenção.
A pressão imobiliária na região, próxima à Rua 4, nº 198, acirrou o debate sobre a preservação do verde urbano. Vereadores como Tião Peixoto, do PSDB, também acompanham o caso, enquanto o MP-GO avalia as medidas cabíveis para garantir a segurança das árvores sem comprometer a biodiversidade local.
Laudos conflitantes geram mobilização
Os laudos da Amma apresentam conclusões opostas sobre o risco de queda das gameleiras, o que motivou a entrada de representação pela vereadora Kátia em 31 de agosto. O grupo de moradores e ambientalistas argumenta que as árvores oferecem sombra essencial e simbolizam a resistência contra a remoção indiscriminada de vegetação em toda a capital.
Exigência de perícia independente
Os manifestantes cobram políticas públicas de manutenção em vez de podas drásticas. Luiz Gonzaga, um dos organizadores, destacou a importância do sombreamento e da biodiversidade para o clima da cidade.
Essas gameleiras representam pra gente a preservação do verde, o sombreamento e a biodiversidade local. Todo um aspecto ambiental envolvido. A gente quer políticas públicas de manutenção dessas árvores, não essas podas drásticas para dar lugar aos empreendimentos verticais. Na frente de cada prédio que estão lançando, eles estão removendo todas as árvores. Isso está em Goiânia inteira, por isso a gente está se mobilizando e protegendo o nosso clima
Luiz Gonzaga
