Gilberto Rodrigues da Silva foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio qualificado de sua esposa Cléria Rosa de Moraes. A sentença foi proferida em 10 de junho de 2026 pelo juiz Lucas Caetano Marques de Almeida e reconheceu o dolo de matar diante da vulnerabilidade da vítima. O crime aconteceu em outubro de 2025 na residência do casal no Conjunto Onício Resende, em Quirinópolis, Goiás.
O crime e as circunstâncias do ataque
A vítima foi morta com um único golpe de faca no pescoço enquanto repousava no quarto após sofrer um AVC. Gilberto Rodrigues da Silva confessou a autoria do ato e alegou ter agido para acabar com o sofrimento da esposa debilitada. O Conselho de Sentença, contudo, entendeu que a conduta configurou feminicídio qualificado pela vulnerabilidade da mulher.
A condenação e o papel do Ministério Público
A Procuradoria da Mulher do MP-GO acompanhou o processo e contribuiu para a caracterização do crime como feminicídio. A pena de 30 anos em regime fechado reflete a gravidade do delito e a necessidade de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade. A decisão judicial foi tomada após análise detalhada das provas e do depoimento do réu.
Repercussão e contexto legal
Casos como este reforçam a aplicação da Lei do Feminicídio no estado de Goiás e destacam a importância de investigações rigorosas em crimes domésticos. A condenação serve como precedente para processos semelhantes que envolvem vítimas em condição de fragilidade física. O processo tramitou de forma célere entre a data do fato e o julgamento final.
