Caso de PolíciaGoiás

Menino de 9 anos é resgatado trancado em banheiro de bar em Aparecida de Goiânia

Criança passava dormia e comia em banheiro de bar — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Criança passava dormia e comia em banheiro de bar — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um menino de 9 anos foi resgatado na quinta-feira, 2 de julho de 2026, após ser encontrado em situação de maus-tratos no banheiro de um bar em Aparecida de Goiânia, Goiás. A criança dormia e se alimentava em cima de um tapete, mantida trancada pelo pai e pela madrasta, que também impediam sua frequência escolar. A ação policial ocorreu após denúncia anônima à Polícia Civil e resultou na prisão em flagrante dos responsáveis. O Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Assistência Social assumiram o acolhimento imediato da vítima.

Detalhes do resgate e da investigação

Agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) chegaram ao local e localizaram o menino trancado no banheiro do estabelecimento. A criança apresentou marcas de agressão física e foi ouvida em depoimento especial, procedimento que garante proteção durante o relato. As informações coletadas confirmaram os maus-tratos prolongados e a ausência de frequência escolar. O pai e a madrasta foram detidos no momento da abordagem policial.

Após o resgate, o Conselho Tutelar encaminhou o menino a um abrigo, onde ele recebe atendimento adequado. A Secretaria Municipal de Assistência Social de Aparecida de Goiânia participa do acompanhamento do caso, assegurando suporte psicossocial e jurídico. A investigação prossegue para apurar a extensão dos abusos e eventuais responsabilidades adicionais.

Declaração da delegada e medidas de proteção

A criança foi ouvida em depoimento especial, confirmou que há meses dormia no banheiro, em cima de um tapetinho, que não ia ao colégio e que também eventualmente era agredida pelo pai e pela madrasta

Sayonara Lemgruber

O caso reforça a importância de canais de denúncia anônima para identificar situações de violência contra crianças. Autoridades destacam que o sigilo das informações permite ações rápidas sem expor a vítima. O menino permanece sob proteção do sistema de garantia de direitos, com acompanhamento contínuo das equipes especializadas. A Polícia Civil e o Conselho Tutelar seguem monitorando o processo para garantir sua segurança.

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