A relação entre o Lawfare — o uso de instrumentos jurídicos para fins de perseguição política — e o processo eleitoral voltou ao centro do debate após as declarações do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Entrevistado no Jornal da Manhã, o político detalhou o impacto severo que investigações amplamente divulgadas pela mídia causaram em sua trajetória profissional, apontando que o devido processo legal foi atropelado pelo desejo de destruição de sua imagem pública.
Perillo enfatizou o paradoxo de ter sido submetido a um dos maiores escrutínios investigativos do país para, ao final de anos de apuração por múltiplos órgãos de controle, não registrar nenhuma condenação criminal. O ex-governador usou sua situação para ilustrar como o desgaste gerado por operações de grande impacto visual e midiático em 2018 gerou prejuízos eleitorais imediatos, mesmo sem lastro probatório definitivo posterior.
O tucano argumenta que sua “consciência tranquila” decorre justamente do fato de as acusações não terem resistido à análise técnica do Poder Judiciário. O posicionamento do pré-candidato levanta questionamentos sobre a responsabilidade institucional no anúncio de investigações que afetam drasticamente os direitos políticos de cidadãos antes do trânsito em julgado de qualquer sentença.
