Um estudante de engenharia de computação de 18 anos prendeu um celular antigo a balões de hélio e o lançou a mais de 3 mil metros de altitude sobre Goiânia para registrar imagens panorâmicas da capital e coletar dados atmosféricos, recuperando o aparelho intacto após a queda.
Pedro Augusto, também astrofotógrafo, realizou o experimento em área rural próxima à cidade. Na segunda tentativa, o dispositivo subiu por 40 minutos até cerca de 3,7 mil metros, transmitindo informações de pressão e temperatura antes de se desprender e cair em queda livre.
Como o projeto foi executado
O estudante programou o celular para enviar imagens e dados remotamente, usando conhecimentos de programação e software. As fotos capturadas revelaram a extensão da cidade, as curvas do rio e os bairros, proporcionando uma visão incomum do cotidiano goianiense.
Emoção, desafios e aspectos legais
Pedro relatou grande emoção ao visualizar os registros e manifestou o desejo de alcançar 30 km de altitude em etapas futuras. Um advogado especializado em direito aeronáutico alertou que lançamentos não tripulados com potencial de atingir altitudes elevadas exigem aprovação prévia para evitar riscos à aviação.
