O município de Campo Alegre de Goiás, a 260 km de Goiânia, recebeu neste sábado (27/6) a comitiva do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). O pré-candidato ao Governo Estadual aproveitou a forte agenda na região Sudeste para selar compromissos com o agronegócio, criticar a atual política tributária do Estado e celebrar parcerias históricas com lideranças locais.
Acompanhado de peso político — incluindo o ex-deputado federal Roberto Balestra (PP), o ex-presidente da Alego Jardel Sebba (PSDB), o deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB) e os ex-prefeitos de Ipameri Wellington Rodrigues Peixoto e Daniela Vaz Carneiro —, Marconi focou seu discurso na crise do campo. Ele apontou a queda da soja e os custos altos como agravantes, mas mirou na “taxa do agro” do atual governo. Para ele, os R$ 3,1 bilhões arrecadados não voltaram em rodovias, penalizando o escoamento.
Como solução, o tucano propôs liderar junto à União a “securitização” de dívidas do setor (conversão de recebíveis em títulos no mercado de capitais) e prometeu um plano de desoneração de combustíveis, maquinários e insumos específico para a sofrida classe dos produtores de leite. Recordando suas gestões passadas (1999-2006 e 2011-2018), ressaltou que jamais onerou o produtor rural e que chegou a baixar o ICMS do boi em pé de 12% para 3%.
O evento principal do dia foi a homenagem aos 50 anos de vivência em Campo Alegre do ex-prefeito José Antônio Neto Siqueira (PP), 71. O mineiro de Paracatu governou a cidade quatro vezes (1997-2000, 2001-2004, 2017-2020, 2021-2024), fazendo dobradinha com sua esposa, Cidinha (prefeita de 2009 a 2012). Zé Antônio agradeceu publicamente a Marconi pelos investimentos do passado: 230 moradias, pavimentação, rede elétrica e esportes.
De olho no futuro, Marconi garantiu ao atual prefeito, Douglas Sertório, que fará uma parceria semelhante se vencer as eleições: a meta é construir mais 160 casas para famílias de baixa renda e entregar a GO-213, que dá acesso ao rio São Marcos.
