A Operação Safra Oculta do Ministério Público de Goiás prendeu seis suspeitos de um esquema de sonegação fiscal no comércio de grãos. As prisões ocorreram em 26 de agosto de 2026 e envolveram empresas noteiras que acumulam mais de R$ 90 milhões em débitos de ICMS. As ações foram realizadas em Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Bahia, com nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão cumpridos até o início da tarde.
Como funcionava o esquema
O esquema utilizava empresas de fachada para emitir notas fiscais fraudulentas e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações comerciais. Investigadores do MPGO identificaram que o grupo atuava de forma organizada para sonegar impostos e lavar dinheiro no setor de grãos. O prejuízo estimado para o estado de Goiás chega a bilhões de reais, segundo os promotores.
Prisões e investigações em curso
Seis pessoas foram detidas durante a operação coordenada pelo promotor Denis Bimbati. As buscas continuam para identificar outros envolvidos e recuperar valores desviados dos cofres públicos. A ação faz parte de um esforço maior para combater fraudes fiscais no agronegócio.
Declarações do promotor
O promotor Denis Bimbati destacou a estrutura do esquema durante coletiva.
São empresas criadas exclusivamente para fraudar os cofres públicos. Só essas duas empresas que nós estamos tratando hoje devem para Goiás R$ 90 milhões.
Denis Bimbati
Eles criam empresas em nome de pessoas sem condições de ter essas empresas justamente para que essas contas sejam direcionadas para essas pessoas que não têm nenhum patrimônio. E assim os verdadeiros donos são blindados.
Denis Bimbati
Essa fraude, porque elas não são as únicas, é bilionária. Nós podemos estar falando de bilhões perdidos pelo estado de Goiás para sonegação de grãos.
Denis Bimbati
As investigações seguem em sigilo e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. O MPGO reforça que o combate à sonegação fiscal no comércio de grãos permanece como prioridade.
