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Ex-funcionária desvia R$ 966 mil de concessionárias em Goiânia com 199 transferências fraudulentas

Polícia fez buscas na casa da ex-funcionária, em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Polícia fez buscas na casa da ex-funcionária, em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Uma ex-funcionária é suspeita de desviar R$ 966 mil de um grupo de concessionárias de veículos em Goiânia por meio de 199 transferências para mais de 30 contas diferentes entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025. A Polícia Civil de Goiás investiga o caso sob responsabilidade do delegado Guilherme Prudente, que destaca o uso de contratos falsos de seguro para ocultar as operações. A suspeita atuava como assistente administrativa e tinha acesso direto à conta bancária da empresa na unidade goiana.

Esquema de transferências fraudulentas

A ex-funcionária criava contratos falsos de seguro em nome de clientes, registrava a baixa no sistema como pagamento efetuado e direcionava os valores de estorno para contas de laranjas, incluindo mãe, ex-marido e namorado. Ela também informava a prestadoras de serviço que os pagamentos seriam realizados pelo próprio grupo de concessionárias. As transferências ocorreram de forma sistemática ao longo de um ano, mantendo os valores abaixo de limites que pudessem chamar atenção imediata.

Bens incompatíveis com a renda declarada

A investigação foi motivada após a polícia identificar aquisições incompatíveis com o salário de cerca de R$ 3 mil da assistente administrativa. Entre os bens estão o ágio de um apartamento, um veículo de R$ 100 mil adquirido no próprio grupo lesado, joias, reformas na residência e serviços de diversas empresas. O delegado Guilherme Prudente ressaltou esses indícios durante as apurações.

Chama a atenção, ela comprou o ágio de um apartamento, comprou um veículo de R$ 100 mil, um veículo no próprio grupo que ela estava lesando. Tem também joias, ou seja, situações incompatíveis com a receita dela.

Guilherme Prudente

Além dos veículos e imóveis, as verificações alcançaram empresas de marcenaria, marmoraria, cosméticos, eletrônicos, festas e até um tatuador que prestou serviços à suspeita. A Polícia Civil de Goiás continua a análise das movimentações financeiras para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

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