A exclusão silenciosa de benefícios e gratificações afeta aposentados e pensionistas do sistema previdenciário goiano vinculados a carreiras antigas, como no caso de Olga Lustosa, que completará 100 anos em novembro de 2026. Milhares de pessoas em situação similar sofrem com a falta de atualizações remuneratórias promovidas pelo Estado de Goiás ao longo de décadas. Essa prática ignora garantias constitucionais de paridade e integralidade, corroendo o poder aquisitivo dos inativos por meio da inflação e do descaso administrativo.
Caso de Olga Lustosa expõe problema crônico
Olga Lustosa, conhecida como Oinha, aposentada do sistema previdenciário goiano, aguarda reparação há anos enquanto o Estado realiza reestruturações que beneficiam apenas servidores da ativa. Reclassificações e evoluções funcionais não alcançam quem contribuiu por décadas, deixando pensionistas em carreiras extintas sem acesso a ajustes. Essa situação se repete com milhares de outros aposentados e pensionistas em Goiás, que veem suas remunerações estagnadas apesar das mudanças organizacionais.
Descumprimento de garantias constitucionais
Sob pretexto econômico, o Estado de Goiás desconsidera a paridade e a integralidade previstas na Constituição para inativos de órgãos reestruturados. As atualizações remuneratórias aplicadas a servidores ativos não se estendem aos aposentados, resultando em perdas acumuladas pela inflação. A prática afeta diretamente quem manteve vínculo com carreiras antigas sem qualquer mecanismo de revisão.
Reivindicações por atualização justa
Aposentados e pensionistas demandam reconhecimento de suas contribuições históricas ao serviço público goiano. Sem intervenções, o descaso contínuo perpetua desigualdades entre ativos e inativos no sistema previdenciário. Medidas que restaurem a paridade poderiam corrigir distorções acumuladas ao longo de décadas de reorganizações administrativas.
