O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás manteve a inelegibilidade por oito anos do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano, conhecido como Vilmarzinho, e de sua esposa Sulnara Gomes Santana. A decisão, proferida em agosto de 2026, confirma a condenação original de agosto de 2025 por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024. O caso envolveu o uso da estrutura administrativa da prefeitura para pressionar servidores comissionados.
Abuso de poder na gestão municipal
A corte constatou que a prefeitura realizou 680 movimentações atípicas em cargos comissionados entre junho e agosto de 2024. Servidores foram coagidos a apoiar candidaturas aliadas sob ameaça de demissão. As provas incluíram gravações ambientais, das quais uma foi invalidada e outra considerada válida pelo tribunal. O objetivo era garantir apoio político durante o período eleitoral.
Consequências para os envolvidos
Além de Vilmar Mariano e Sulnara Gomes Santana, a ação envolveu Alcides Ribeiro Filho, Olair Silva Gomes e Max Santos de Menezes. A inelegibilidade impede que os condenados disputem eleições pelos próximos oito anos. A decisão reforça o entendimento de que o uso indevido de cargos públicos para fins eleitorais viola a legislação vigente.
