O calor intenso e a baixa umidade em Goiânia na última semana de agosto de 2026 comprometem o funcionamento do sistema imunológico e elevam a vulnerabilidade a doenças, segundo o professor e pesquisador Helioswilton Sales, da Universidade Federal de Goiás (UFG). O fenômeno atinge especialmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, que possuem menor reserva imunológica. As altas temperaturas alteram sistemas interligados do organismo, incluindo o imune, por meio de desidratação, ressecamento das mucosas, elevação do cortisol, estresse oxidativo e inflamação crônica de baixo grau.
Mecanismos que enfraquecem as defesas
Quando a desidratação ocorre, o rim, o coração e o fígado trabalham mais, e o sistema imune também é afetado. O corpo humano funciona como uma rede integrada, e o estresse térmico gera estresse oxidativo e inflamação crônica de baixo grau, que desgastam as defesas ao longo do tempo. Essas mudanças simultâneas reduzem a capacidade do organismo de responder a infecções.
Muito embora a gente fale de tudo separado, o nosso corpo não existe em caixinhas. Está tudo conversando simultaneamente
Helioswilton Sales
Grupos que exigem atenção redobrada
Idosos, crianças, gestantes e portadores de doenças crônicas já apresentam reserva imunológica menor, o que facilita a entrada de patógenos diante de qualquer desequilíbrio. Cuidar da hidratação e do estresse térmico torna-se essencial para preservar a imunidade nesses grupos. O professor destaca que medidas simples de proteção contra o calor podem evitar complicações maiores.
Eles já têm uma reserva imunológica menor, então qualquer desequilíbrio pode abrir brecha para infecções
Helioswilton Sales
O corpo humano é uma rede integrada. Cuidar da hidratação e do estresse térmico é cuidar também da imunidade
Helioswilton Sales
