Caso de PolíciaGoiás

Funcionária desvia R$ 500 mil de supermercado em Aparecida de Goiânia em dois anos

Funcionária de supermercado é suspeita de desviar R$ 500 mil de caixa e levar vida de luxo — Foto: Reprodução - TV Anhanguera/Divulgação - Polícia Civil
Funcionária de supermercado é suspeita de desviar R$ 500 mil de caixa e levar vida de luxo — Foto: Reprodução - TV Anhanguera/Divulgação - Polícia Civil

Uma funcionária de 22 anos sem passagens criminais é investigada pela Polícia Civil de Goiás por supostamente desviar cerca de R$ 500 mil de um supermercado em Aparecida de Goiânia ao longo de dois anos. Ela trabalhava no estabelecimento há cinco anos e era responsável por anotações financeiras, o que facilitou as fraudes segundo o proprietário. A suspeita foi presa na segunda-feira (10/08/2026) e liberada na terça-feira (11/08/2026) após audiência de custódia. A defesa contesta o valor e afirma que a acusação real gira em torno de R$ 1 mil.

Como as fraudes foram descobertas

O proprietário do supermercado monitorou as movimentações da funcionária e identificou anotações financeiras falsas que permitiram o desvio recorrente de recursos. Parte do montante teria sido usada para comprar um carro destinado ao marido, que atua como motorista de aplicativo. A motivação apontada envolve ostentação de bens de luxo incompatíveis com o salário mensal de R$ 3 mil. A investigação prossegue para esclarecer a origem e o destino exato dos valores.

Declarações da autoridade policial

O delegado Henrique Berocan destacou elementos que chamaram atenção durante as apurações, incluindo bens de alto valor em poder da suspeita. Ele ressaltou a incompatibilidade entre a renda declarada e o padrão de consumo observado. A Polícia Civil de Goiás continua coletando provas para definir o alcance real das irregularidades.

Ela não tentou lavar o dinheiro, a gente desconfia que ela comprou imóveis, essas coisas […]. Ela tentou justificar a origem da renda totalmente incompatível com o salário que ela tem, que é de R$ 3 mil. Ela tinha um iPhone 17 Pro Max, uma tatuagem nas costas de R$ 5 mil

delegado Henrique Berocan

A investigação permanece em andamento e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento das diligências. O caso envolve análise de documentos e depoimentos para confirmar os fatos relatados pelas partes.

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