A redução das doações coloca em risco o funcionamento do Centro de Valorização da Mulher Consuelo Nasser (Cevam), em Goiânia, Goiás, que acumula dívidas de R$ 1,3 milhão e sofre bloqueios judiciais em suas contas bancárias. A entidade, mantida por doações, emendas e parcerias, já quitou 58% das pendências desde o início da gestão em meados de 2021, mas credores antigos sequestram recursos depositados, impedindo o pagamento de despesas operacionais básicas. As doações em dinheiro foram suspensas em 2024 e só retomaram a estabilização em março de 2026, com previsão de quitação final das parcelas em outubro de 2026.
Dívidas e bloqueios judiciais impactam operações
Os credores, incluindo ex-mulher e família de Eliane de Grammont e Lindomar Castilho, continuam a acionar a Justiça para reter valores, o que compromete até mesmo programas essenciais como o nutricional do Estado. Esse programa deposita R$ 1.800 mensais na conta da entidade, mas os recursos são imediatamente sequestrados, dificultando a manutenção de serviços diários.
Gestão busca estabilizar finanças até outubro
A presidente do Cevam, Carla Monteiro, destaca os desafios enfrentados pela organização.
Estamos há seis anos pagando esses débitos, e eles não são pequenos.
Carla Monteiro
O programa nutricional do Estado, do qual participamos por meio de licitação, deposita R$ 1.800 na conta da entidade. Mas vêm esses credores e sequestram o nosso dinheiro.
Carla Monteiro
Desde que as empresas entraram com esses pedidos, estou com dificuldade para pagar os nossos telefones. Reduzi para apenas uma linha.
Carla Monteiro
A continuidade das ações depende agora da recuperação gradual das doações e da conclusão dos pagamentos programados para os próximos meses.
