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Justiça de Goiás mantém mãe presa por manter filho de 10 anos trancado sem comida nem água

À esquerda, mãe do menino durante audiência de custódia; à direita, momento em que ela é levada por policiais após a prisão em flagrante, em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
À esquerda, mãe do menino durante audiência de custódia; à direita, momento em que ela é levada por policiais após a prisão em flagrante, em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Justiça de Goiás manteve presa a mãe de um menino de 10 anos encontrado trancado em um quarto sem comida nem água em um apartamento no Setor Faiçalville, em Goiânia. A decisão foi proferida durante a audiência de custódia realizada na segunda-feira, 13 de julho de 2026, após o resgate da criança na quinta-feira anterior. O garoto, que tem diabetes tipo 1 e compulsão alimentar, recebeu alta hospitalar no mesmo dia da audiência. Vizinhos denunciaram a situação ao Conselho Tutelar e à polícia, o que levou à prisão em flagrante da mulher por abandono de incapaz e maus-tratos.

Decisão judicial e argumentos da defesa

Durante a audiência, a juíza negou o pedido de revogação da prisão apresentado pelo advogado de defesa. A magistrada considerou que a ausência de água por mais de 15 horas não tinha justificativa, mesmo diante da alegação de que o isolamento visava proteger a criança do consumo excessivo de alimentos. O Conselho Tutelar e a avó materna acompanharam o caso desde o resgate.

Caso ela não quisesse administrar alimentos ao mesmo, ela deveria ter, no mínimo, deixado água para a criança beber. Porque a água não faz nenhum tipo de mal para diabetes. Então, a apresentada não tem argumentos. Não há argumentos. Não há justificativa

juíza

Contexto do resgate e condições da criança

O menino foi localizado após vizinhos ouvirem gritos vindos do apartamento. A mãe alegou ter isolado o filho para evitar que ele comesse além do recomendado por causa da compulsão alimentar e do diabetes. O advogado defendeu a medida como forma de proteção, mas a juíza rejeitou o argumento por falta de condições mínimas de sobrevivência.

Se deixasse, por exemplo, a porta aberta, ele, pela impulsividade alimentar que também está diagnosticada, não tem um limite para parar de comer. Talvez agravaria ainda mais a situação dele

advogado

As investigações continuam com apoio do Conselho Tutelar para garantir o bem-estar da criança, que já se encontra fora de risco imediato após a alta hospitalar.

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