A Polícia Civil cumpriu, na quinta-feira, 9 de julho de 2026, uma operação contra suspeitos de lavagem de dinheiro para uma facção criminosa, com movimentação superior a R$ 320 milhões. A ação ocorreu simultaneamente em municípios de Goiás e Santa Catarina, resultando no cumprimento de 15 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. O esquema foi identificado por meio de empresas de fachada e fintechs, com bloqueio de até R$ 160 milhões em bens.
Ação policial em Goiás e Santa Catarina
Os mandados foram executados em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Edéia, em Goiás, além de Itapema, em Santa Catarina. Durante as buscas, agentes apreenderam drogas, veículos e documentos que comprovam as transações ilícitas. A operação mobilizou equipes especializadas em investigação financeira para rastrear o fluxo de recursos.
Desdobramento de operação anterior
Esta ação representa o desdobramento de uma investigação anterior voltada ao tráfico de drogas e armas na região sul de Goiânia. As evidências coletadas permitiram mapear como o dinheiro do crime era reinserido na economia formal por meio de estruturas empresariais fictícias. As autoridades continuam analisando os materiais apreendidos para identificar novos envolvidos.
Esquema financeiro desvendado
O uso de fintechs e empresas sem atividade econômica real facilitou a ocultação dos valores, conforme apontam os documentos da investigação. O bloqueio patrimonial visa impedir que os suspeitos continuem movimentando recursos provenientes de atividades criminosas. A Polícia Civil afirma que novas etapas podem ocorrer conforme avançam as análises contábeis.
