Especialistas alertam para os riscos de mergulho de cabeça em águas rasas no Rio Araguaia, que pode causar lesões graves na coluna cervical, com risco de paralisia ou morte. Durante a temporada de praias, ortopedistas e autoridades de saúde reforçam a necessidade de atenção redobrada por parte de turistas, incluindo crianças e adolescentes, que frequentam as margens do rio em Goiás e Tocantins.
Impacto direto na coluna
O impacto contra o fundo do rio transmite força às vértebras do pescoço, podendo causar fraturas, luxações, lesões na medula espinhal e traumatismos cranianos. Fatores como água turva, bancos de areia móveis, obstáculos ocultos e consumo de álcool aumentam significativamente o risco, pois reduzem os reflexos e a percepção de perigo. Muitos visitantes subestimam esses fatores por acreditarem que o local é seguro.
Por que os acidentes acontecem
As pessoas subestimam os riscos por acreditarem que o local é seguro, mas a profundidade varia e há obstáculos invisíveis. A movimentação constante dos bancos de areia no Araguaia cria desníveis repentinos que não são visíveis na superfície, transformando uma diversão simples em potencial tragédia.
O grande problema é que muitas pessoas acreditam que, por ser um rio conhecido ou por parecer um local tranquilo, o mergulho é seguro. Mas a profundidade pode mudar, principalmente em rios como o Araguaia, onde os bancos de areia se movimentam e o fundo pode apresentar pedras, troncos ou desníveis que não são visíveis. Um impacto de pouca altura já pode gerar uma força suficiente para causar uma lesão grave na coluna
Murilo Daher
Ortopedista Murilo Daher, do Einstein em Goiânia, destaca que a prevenção depende de escolhas conscientes, como evitar mergulhos em áreas desconhecidas e nunca consumir álcool antes de entrar na água. A orientação é sempre verificar a profundidade de forma gradual e priorizar a segurança coletiva, especialmente quando há crianças e adolescentes no grupo.
