O cidadão goiano que esperava um início de governo a todo vapor, conforme prometido nos palanques, está se deparando com uma realidade diferente nos números do Portal da Transparência. Um levantamento divulgado pelo jornal O Popular expôs uma drástica redução nos investimentos públicos de Goiás no primeiro quadrimestre de 2026, primeiro ano do mandato de Daniel Vilela.
O cenário de “freio puxado” é inegável frente aos dados. Apenas na reserva de orçamento (empenhos), o estado deixou de destinar mais de meio bilhão de reais, caindo de R$ 3,14 bilhões para R$ 2,61 bilhões (queda de 17%). Pior do que isso é a constatação das despesas liquidadas, o dinheiro que realmente sai do cofre público para pagar por maquinário, obras e melhorias. Nesse ponto, o governo pagou R$ 327,2 milhões a menos do que no período comparativo anterior, um despencar de 36,7% (de R$ 889,8 milhões para R$ 562,6 milhões).
A justificativa oficial, dada pela Secretaria da Economia, é de que a culpa seria dos “cronogramas físicos e financeiros” dos projetos. A pasta insiste que o ano fechará com R$ 6,8 bilhões investidos. No entanto, o choque de realidade dos primeiros meses já cobra seu preço. Com canteiros de obras aguardando repasses e programas sociais necessitando de injeção de capital, a gestão Vilela precisará provar nos próximos meses que a queda foi apenas um tropeço inicial, e não uma mudança permanente na política de investimentos do Estado.
