Uma mulher de 26 anos foi presa pela Polícia Civil de Goiás na quinta-feira, 18 de junho de 2026, suspeita de aplicar golpe ao fingir que sua filha de três anos tinha câncer. A abordagem ocorria em academias de Catalão, onde a suspeita vendia rifas para supostamente custear exames e tratamento da criança. O caso revela mais uma fraude que explorou a solidariedade de frequentadores de academias na região sudeste do estado.
Modo de operação do estelionato
A suspeita circulava por academias de crossfit em Catalão e contava histórias falsas sobre a filha diagnosticada com leucemia. Ela oferecia rifas no valor de 30 reais cada uma e afirmava que o dinheiro seria usado em tratamentos médicos urgentes. Essa estratégia permitiu que ela arrecadasse recursos de várias vítimas ao longo de semanas.
O golpe se baseava na confiança gerada pela narrativa emocional e na venda direta em ambientes frequentados por pessoas dispostas a ajudar. A mulher evitava deixar rastros claros e mudava de local com frequência para prolongar a ação.
Detenção e valores apreendidos
A prisão aconteceu na rodovia GO-330, próximo a Urutaí, quando a suspeita transportava cerca de 17 mil reais em espécie. Os policiais da Polícia Civil de Goiás realizaram a abordagem após receberem denúncias de frequentadores das academias. O valor apreendido será objeto de análise para eventual devolução às vítimas.
Acusação formal e próximos passos
A mulher foi autuada por estelionato e permanece à disposição da Justiça. A investigação prossegue para identificar todas as pessoas que compraram as rifas fraudulentas e para apurar se há outros envolvidos no esquema. As autoridades recomendam que doações sejam feitas apenas por canais oficiais para evitar novas fraudes.
