As recentes investigações da Polícia Federal sobre o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) revelaram uma engrenagem sofisticada de manipulação processual. O grupo investigado não apenas vendia as sentenças, mas atuava ativamente no direcionamento interno do tribunal para garantir o resultado comprado.
O esquema operava em três frentes principais após o acerto financeiro:
1. Distribuição direcionada: Manobras no sistema garantiam que as ações caíssem com os magistrados envolvidos.
2.Celeridade seletiva: Processos “pagos” ganhavam tramitação imediata, furando a fila do judiciário.
3.Atuação coordenada: Havia um alinhamento constante entre assessores, advogados e magistrados para o sucesso da fraude.
Estão sob investigação os juízes Douglas Lima de Aguiar e Tony Carvalho Araújo Luz, além de ex-assessores que facilitavam o trâmite interno.
