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Justiça de Goiás determina júri popular para cinco PMs em mortes ligadas ao caso Fábio Escobar

Viatura da PM de Goiás em frente ao Tribunal de Justiça, representando júri popular por mortes no caso Fábio Escobar.

A Justiça de Goiás determinou, em decisão publicada nesta sexta-feira (23), que cinco policiais militares envolvidos em três mortes relacionadas ao assassinato do empresário Fábio Escobar sejam submetidos a júri popular. A medida anula uma absolvição anterior concedida em novembro de 2024 e atende a um recurso do Ministério Público. Os fatos ocorreram em Anápolis, na região central de Goiás, e estão ligados ao homicídio de Escobar em junho de 2021.

Detalhes da decisão judicial

Os desembargadores analisaram o caso e concluíram que não há provas suficientes de legítima defesa nas mortes de Gabriel Santos Vital, Gustavo Lage Santana e Mikael Garcia de Faria. A decisão, proferida em janeiro de 2026, reverte a sentença de primeira instância que havia absolvido os acusados. Os policiais Glauko Olivio de Oliveira, Wembleyson de Azevedo Lopes, Adriano Azevedo de Souza, Rodrigo Moraes Leal e Thiago Marcelino agora enfrentarão julgamento popular.

Contexto do assassinato de Fábio Escobar

O assassinato de Fábio Escobar aconteceu em 23 de junho de 2021, após ele denunciar desvios de campanha eleitoral envolvendo Carlos César Savastano Toledo, conhecido como Cacai Toledo. As três mortes subsequentes teriam ocorrido para ocultar provas relacionadas a esse crime. O Ministério Público argumentou que as ações dos policiais não se enquadravam em legítima defesa, o que levou ao recurso contra a absolvição inicial.

Posicionamento das defesas

As defesas dos acusados contestam a decisão, afirmando que existiu um confronto e que os policiais agiram em autodefesa. Elas planejam recorrer da determinação do júri popular. O caso continua a gerar debates sobre conduta policial e justiça em Goiás, com o Ministério Público defendendo a necessidade de um julgamento imparcial.

mostraram inequivocamente que houve confronto e os policias agiram se defendendo.

A publicação da decisão em 23 de janeiro de 2026 marca um avanço no processo, que se arrasta desde 2021. Com isso, o sistema judiciário busca esclarecer as circunstâncias das mortes e garantir accountability aos envolvidos. O desfecho do júri popular ainda não tem data definida, mas pode influenciar discussões sobre reforma policial no Brasil.

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