Saúde

Ministério da Saúde incorpora transplante de membrana amniótica ao SUS para diabetes e olhos

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, a incorporação do transplante de membrana amniótica ao Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar feridas crônicas relacionadas ao diabetes e alterações oculares. A medida, aprovada após parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), beneficia mais de 860 mil pacientes por ano no Brasil. Essa expansão amplia o uso da técnica, já aplicada em queimaduras desde 2025, promovendo tratamentos mais eficazes e acessíveis.

Como funciona a incorporação no SUS

A incorporação ocorreu com base em evidências científicas que destacam as propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes da membrana amniótica. Esse material biológico acelera a cicatrização em até duas vezes nos casos de pé diabético, reduzindo complicações graves. Além disso, no tratamento ocular, auxilia na recuperação de condições como glaucoma, queimaduras, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

A Conitec avaliou dados que comprovam a eficácia da técnica, especialmente para pacientes que não respondem bem a tratamentos convencionais. Com essa inclusão, o SUS fortalece sua capacidade de atender demandas crescentes por cuidados especializados em feridas crônicas e problemas visuais.

Benefícios para pacientes e impacto na saúde pública

A membrana amniótica não só acelera a cura, mas também diminui o risco de novas lesões, melhorando a qualidade de vida dos pacientes diabéticos. No âmbito ocular, contribui para a restauração da visão em casos graves, representando uma opção inovadora e de baixo custo para o sistema público. Mais de 860 mil brasileiros afetados por ano poderão acessar esse tratamento, democratizando o avanço tecnológico na saúde.

O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Essa iniciativa reflete o compromisso do Ministério da Saúde em integrar tecnologias comprovadas ao SUS, priorizando a equidade no acesso a tratamentos avançados. Especialistas preveem uma redução nas hospitalizações relacionadas a complicações diabéticas e oculares, otimizando recursos públicos e promovendo melhores desfechos clínicos.

Notícias relacionadas

Agências da Caixa em Goiás estão fechadas por tempo indeterminado após greve iniciada nesta terça-feira (8). — Foto: Divulgação/Sindicato dos Bancários de Goiás
Emprego e RendaGoiásSaúde

Caixa Econômica Federal tem agências paralisadas por greve em Goiás

Trabalhadores da Caixa Econômica Federal iniciaram greve por tempo indeterminado em agências...

GoiásSaúde

Luto em Formosa: Família relata desespero após idosa morrer aguardando socorro no chão molhado do HEF

A comunidade de Formosa acompanha com indignação a denúncia da família de...

Casal e filhos precisam dormir dentro de carro para não serem atacados pelo pit bull da família; vídeo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Caso de PolíciaGoiásSaúde

Família mineira passa noite no carro após ser atacada pelo próprio pit bull em Goiás

Uma família de Mineiros, na região sudoeste de Goiás, precisou dormir dentro...

Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Caso de PolíciaGoiásSaúde

Médico realizou cirurgia plástica com infecção ativa e paciente morreu em Goiânia

A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu após passar por...