A comandante de Boeing Tati Mônico, nascida em Goiânia e criada em Mozarlândia, Goiás, revelou as barreiras enfrentadas no início de sua trajetória profissional na aviação, impulsionadas pela resistência do mercado em aceitar mulheres em posições de comando de aeronaves.
Durante os primeiros anos de carreira em Goiás, Tati enfrentou comentários discriminatórios e a perda de oportunidades de trabalho, em alguns casos motivada por preconceitos de familiares de empregadores. Apesar dessas dificuldades, ela manteve o foco e avançou na profissão até alcançar o posto de comandante de Boeing.
Barreiras enfrentadas na aviação
A resistência do setor incluía opiniões de colegas e a percepção de que mulheres não deveriam pilotar aeronaves. Tati superou esses obstáculos com determinação, o que também a levou a construir uma presença digital expressiva, com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais.
Superação e conquistas profissionais
Em uma campanha política no Tocantins, um incidente marcou sua jornada, quando um comandante a desencorajou publicamente. Tati persistiu e hoje atua como comandante de Boeing, servindo de exemplo para profissionais que buscam espaço em áreas tradicionalmente dominadas por homens.
O difícil nunca foi o céu, eu era uma mulher numa profissão de homem. Perdi trabalho porque a esposa do patrão não queria mulher pilotando. Aí, numa campanha política no Tocantins, um comandante olhou para mim e disse: 'Desiste. Você não tem força para ser piloto'. Eu engoli o choro e continuei
Tati Mônico
