Michelle Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais na tarde de quarta-feira, 24 de junho de 2026, acusando o senador Flávio Bolsonaro de apunhalá-la pelas costas e humilhá-la por discordar da aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. A ex-primeira-dama e pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal defendeu a candidatura de Priscila Costa ao Senado pelo Ceará, conforme determinação de Jair Bolsonaro, e classificou a aliança como incoerente com os princípios dos apoiadores do ex-presidente.
Divergência sobre aliança com Ciro Gomes
A publicação de Michelle Bolsonaro destacou que a aliança com Ciro Gomes contraria o histórico de ataques do político contra a família Bolsonaro durante a pandemia. Ela afirmou que Ciro foi o principal responsável pelo processo que levou à inelegibilidade de Jair Bolsonaro e defendeu que não se deve trocar valores por pragmatismo político oportunista. A ex-primeira-dama ressaltou ainda que a decisão de apoiar Priscila Costa segue orientação direta do ex-presidente.
Não é questão de política, é questão de coerência. Eu não poderia ficar calada diante de uma aliança com Ciro Gomes no primeiro turno.
Michelle Bolsonaro
Reação ao telefonema com Flávio Bolsonaro
No vídeo, Michelle Bolsonaro relatou um telefonema ríspido com o senador Flávio Bolsonaro, no qual se sentiu desrespeitada e maltratada. Ela mencionou que o parlamentar sugeriu que ela ficasse fora das decisões do partido por ter chegado recentemente à política e afirmou que a situação a fez entender que ele não queria o seu apoio. A ex-primeira-dama classificou o episódio como um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro.
Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Eu me senti apunhalada e humilhada. Naquele momento, eu entendi que ele não queria o meu apoio.
Michelle Bolsonaro
As declarações de Michelle Bolsonaro repercutem articulações políticas em curso no Ceará e em Goiás, reforçando a necessidade de coerência entre os membros do PL em relação às orientações do ex-presidente. O episódio evidencia tensões internas no partido a poucos meses das eleições.
