A Comissão Mista da Câmara Municipal de Goiânia aprovou na quarta-feira, 8 de julho de 2026, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027, fixando em 23% o limite de remanejamento orçamentário. O relator vereador Léo José acolheu cinco das 67 emendas apresentadas, com destaque para a redução do percentual originalmente proposto pela prefeitura. A aprovação ocorreu de forma unânime e o texto agora segue para votação em dois turnos no plenário.
Aprovação e mudanças no limite orçamentário
O ajuste atende a demandas de vereadores que criticavam as exceções previstas para áreas como saúde e educação, as quais permitiriam remanejamentos superiores a 30%. Com a nova redação, busca-se equilibrar a governabilidade do prefeito Sandro Mabel com o poder de fiscalização do legislativo. A medida foi defendida como necessária para garantir a execução do orçamento sem travar a gestão municipal.
Posicionamentos dos vereadores durante a sessão
Diferentes lideranças manifestaram opiniões sobre o impacto da proposta. A vereadora Kátia Maria ressaltou que, mesmo com a alteração, as exceções mantêm percentuais elevados em setores prioritários.
Mesmo com a emenda do Léo José, a prefeitura, nas rubricas que têm efetivamente dotação orçamentária, em especial saúde e educação, ao estar na excepcionalidade, o percentual de remanejamento é muito maior que os 30% que estava no projeto da prefeitura.
Kátia Maria (PT)
O vereador Sanches da Federal destacou a necessidade de conciliar apoio à prefeitura com o controle parlamentar, enquanto Coronel Urzêda e Wellington Bessa trouxeram críticas e defesas sobre os limites propostos.
Tramitação e próximos passos
O projeto seguirá agora para análise no plenário, onde vereadores de diferentes partidos deverão debater o texto em dois turnos. A expectativa é de que o consenso alcançado na comissão facilite a aprovação final, permitindo que a LDO entre em vigor em 2027 com regras mais restritas de remanejamento.
