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Casas Bahia avalia recuperação judicial após prejuízo de R$ 10,1 bilhões

Casas Bahia informou o fechamento de 298 lojas e já reduziu o seu quadro de colaboradores | Foto: Reprodução/Wiki
Casas Bahia informou o fechamento de 298 lojas e já reduziu o seu quadro de colaboradores | Foto: Reprodução/Wiki

A varejista Casas Bahia anunciou no domingo (16/08/2026) que avalia uma renegociação de dívidas com credores, que pode incluir recuperação judicial ou extrajudicial, após registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre encerrado em junho de 2026. A empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 2 mil colaboradores como parte de um plano que envolve baixas contábeis, redução de estoques e revisão de custos. O movimento ocorre em meio a juros reais elevados, inadimplência das famílias e forte concorrência no setor varejista brasileiro.

Cenário de juros impacta o varejo

O longo ciclo de Selic em 14% ao ano reduziu o poder de consumo das famílias e elevou a inadimplência, penalizando especialmente empresas com margens baixas. A auditoria EY e analistas do setor apontam que o modelo de negócio da Casas Bahia não suporta mais o custo de capital atual. Especialistas destacam que a concorrência intensa agravou a situação após a pandemia.

O fator determinante para a Casas Bahia estar na situação em que está hoje é o que tem afetado diversas empresas de varejo no Brasil, que é o longo e persistente ciclo de juros reais muito altos

Alberto Serrentino

Reestruturação em análise com credores

A companhia busca agora reorganizar passivos junto a credores, com apoio de consultorias, para evitar agravamento da crise. O varejo brasileiro enfrenta margens apertadas e alta competição, fatores que se tornaram insustentáveis com o aumento repentino dos juros. A reestruturação pode envolver fechamento adicional de unidades e ajustes operacionais nos próximos meses.

O custo de capital era muito barato e havia muita liquidez na saída da pandemia. Mas quando os juros subiram repentinamente e chegaram ao patamar que estão hoje, a estrutura de capital dessas companhias passou a não suportar mais os seus modelos econômicos, que são negócios de baixas margens e muita competição

Alberto Serrentino

O varejo talvez seja o setor mais penalizado pelo nível elevado dos juros, que permaneceram altos por muito tempo. As famílias continuam bastante endividadas e a concorrência no setor é intensa

Marco Saravalle

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