Vinte e uma famílias indígenas da etnia Warao, somando 56 pessoas entre elas 17 crianças, foram obrigadas a deixar o imóvel onde viviam há cerca de oito anos em Goiânia. Na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, o grupo se dirigiu à Praça do Trabalhador em busca de abrigo coletivo, após a desocupação do local.
Acolhimento emergencial na praça
Equipes da Prefeitura de Goiânia ofereceram alimentação, água, banheiros e atendimento social às famílias no local. A ação visa garantir proteção imediata enquanto se busca uma nova moradia capaz de abrigar toda a comunidade unida, já que a estrutura convencional de acolhimento do município não permite manter o grupo inteiro junto.
Desafios para preservar a união comunitária
O porta-voz da prefeitura, Eduardo Oliveira, destacou a necessidade de soluções que respeitem as características do grupo indígena. As equipes trabalham em rede de proteção social para evitar que as pessoas fiquem expostas durante a noite.
É uma comunidade indígena, precisa estar todo mundo junto
Eduardo Oliveira
Não estamos falando de um núcleo familiar de três ou quatro pessoas. Estamos falando de uma comunidade
Eduardo Oliveira
Estamos trabalhando em rede de proteção social para garantir que essas pessoas tenham um lugar para ficar e não fiquem no relento nessa noite
Eduardo Oliveira
