A ausência do nome do pai na certidão de nascimento ainda marca a vida de milhares de crianças em Goiás. Dados do Portal da Transparência do Registro Civil revelam que 33.656 menores foram registrados sem identificação paterna entre 2020 e 22 de maio de 2026. O fenômeno concentra-se principalmente em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, embora ocorra em todo o estado.
Concentração nos principais municípios
Os números absolutos mostram maior incidência nas cidades mais populosas de Goiás. Goiânia lidera o ranking, seguida por Aparecida de Goiânia e Anápolis. O levantamento considera apenas os registros realizados no período analisado e não inclui dados de outros estados brasileiros.
Fatores associados ao registro
Especialistas relacionam a ausência do nome paterno a vulnerabilidades socioeconômicas e fragilidade nos vínculos familiares. A dificuldade de acesso a mecanismos formais de reconhecimento também contribui para a manutenção do quadro. Entre janeiro e 22 de maio de 2026, o padrão se repetiu em proporção semelhante aos anos anteriores.
Autoridades recomendam campanhas de conscientização e facilitação de processos de reconhecimento de paternidade para reduzir esses índices nos próximos anos. O tema permanece relevante para políticas públicas voltadas à proteção infantil em Goiás.
