A descoberta de um medalhão de barro em 1840 marcou o início da Romaria do Divino Pai Eterno em Trindade, Goiás. O objeto, com nove centímetros e a imagem da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora, foi encontrado por Constantino Xavier e Ana Rosa de Oliveira enquanto preparavam a terra para o plantio no Arraial de Barro Preto, hoje conhecido como Trindade. O casal interpretou o achado como um sinal divino e decidiu levá-lo para casa, onde montou um altar que logo atraiu familiares e vizinhos. Relatos de graças alcançadas espalharam a devoção e transformaram a região em destino de peregrinação.
O achado que iniciou a devoção
Constantino Xavier e Ana Rosa de Oliveira, lavradores da região, encontraram o medalhão durante o preparo do solo. Eles levaram o objeto para sua residência e construíram um pequeno altar, iniciando orações em família. A notícia do achado se espalhou rapidamente entre os moradores do arraial, que passaram a visitar o local em busca de bênçãos. Com o tempo, relatos de milagres atribuídos à imagem atraíram fiéis de outras localidades, consolidando a prática religiosa que deu origem à romaria.
A expansão da fé em Trindade
A devoção cresceu à medida que mais peregrinos chegavam ao local, impulsionados pelas histórias de graças alcançadas. O que começou como um culto doméstico transformou o Arraial de Barro Preto em centro de romaria, atraindo visitantes de diversas partes do Brasil. A fé popular consolidou Trindade como referência religiosa, mantendo viva a tradição iniciada pelo casal de lavradores em 1840. Hoje, a Romaria do Divino Pai Eterno continua a reunir milhares de fiéis anualmente, preservando a memória do medalhão encontrado no campo.
Legado da romaria para os fiéis
O evento histórico influenciou a identidade cultural de Trindade, que se tornou conhecida nacionalmente pela romaria. A interpretação do medalhão como sinal divino permanece no centro da narrativa transmitida entre gerações de peregrinos. Essa devoção reforça laços comunitários e mantém vivas as práticas religiosas originadas no século XIX.
