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Salomão Sousa lança seu 19º livro de poemas sobre memória rural e resistência

Salomão Sousa, poeta, jornalista e ensaísta: “A poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos” | Foto: Arquivo pessoal/Facebook
Salomão Sousa, poeta, jornalista e ensaísta: “A poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos” | Foto: Arquivo pessoal/Facebook

O poeta Salomão Sousa lançou em 2026 seu décimo nono livro de poemas, intitulado “A Selva Escura dos Cristais Perdidos”. A obra, publicada em edição independente, retoma o cotidiano rural do interior do Brasil por meio de versos líricos que misturam memória familiar, amizades e alertas contra o isolamento social e ameaças à democracia. Com linguagem fluida e metáforas livres, o autor reforça sua fidelidade à vida cotidiana e ao encontro por meio da arte.

Memória e cotidiano na poesia

Os poemas recuperam cenas do dia a dia, a relação com o irmão Miguel e a mãe, além de momentos compartilhados com amigos. Sem angústia excessiva, o texto convida o leitor a participar ativamente da realidade. Segundo o autor, “a poesia não deixa de ser uma fidelidade ao que amamos”.

Arte como forma de resistência

Salomão Sousa enfatiza que a informação e a arte combatem o isolamento promovido por forças que buscam dominar. Ele afirma que “O nefasto, que deseja nos dominar, faz de tudo para nos isolar. O isolamento nos enfraquece. A informação e a arte promovem o nosso encontro”. O poeta também alerta para a necessidade de preservar relações e o ambiente, rejeitando o pragmatismo que escraviza e ideias opressoras.

O cotidiano está por debaixo das palavras, sem grande angústia, mas é um convite para sermos participativos, sem omissão. O mundo se move conforme as nossas ações

Salomão Sousa

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